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Já não tem ereções como há 17 anos atrás

por FernandoMesquita, em 16.06.15

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Bom dia,

há 17 anos atrás tive um caso com uma pessoa sexualmente muito activa. Não tinha algum problema de ereção. Hoje passados 17 anos voltámos a encontrar-nos e ele tem imenso desejo, tem orgasmos facilmente mas não tem muita erecção. Eu penso que seja ansiedade, mas não sei nem como abordar o assunto sem o ferir. Sei que o problema não está em mim, somos muito compativeis sexualmente. Preciso que me ajudem, que me digam o que posso fazer para mudar esta situação."

 




 
A NOSSA RESPOSTA


Cara leitora não se esqueça que esteve com esse homem há 17 anos atrás, e não ontem!

 

Com a passagem dos anos o organismo sofre várias modificações e, assim, a sexualidade também se vê alterada. Isso não quer dizer que a sexualidade dos mais velhos tenha de ser necessariamente pior que a dos mais jovens. É apenas diferente! Por exemplo, com a idade a circulação sanguínea enfraquece e a sensibilidade dos órgãos sexuais decresce.

 

Consequentemente, apesar do desejo sexual poder ser o mesmo, o corpo não responde com o mesmo vigor da juventude, sendo as ereções menos rígidas que nessa altura. Homens e mulheres passam a precisar de mais carícias e preliminares para ficarem excitados. No homem, a sensibilidade do pénis e, em especial, da glande diminui requerendo estímulos maiores e mais prolongados das zonas erógenas para possibilitar a excitação e o orgasmo.

 

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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publicado às 11:50

Tenho vergonha do meu corpo

por FernandoMesquita, em 08.05.15

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Tenho vergonha de mostrar o meu corpo”

Tenho 26 anos e sou muito envergonhada e timida, namoro há 2 anos, mas tenho sempre vergonha de mostrar o meu corpo ao meu namorado. Só fazemos amor no escuro, ou de luz apagada. Ele detesta esta situação, mas eu não sei como ultrapassar isto."

I.U. – Ponte de Lima




  
A NOSSA RESPOSTA


Cara leitora

 

 

infelizmente a questão que levanta é bastante mais frequente do que seria desejável. De facto, muitas mulheres sentem-se de tal forma inseguras com o seu próprio corpo que acabam por afetar não só as suas interações sociais, em geral, como os momentos íntimos, com os companheiros, em particular.

 

Para que possa sentir-se mais confiante com o seu corpo é importante que identifique as zonas que lhe causam esse desconforto. Relaxe e deixe as coisas acontecerem mais calmamente. Será também importante que, numa conversa sincera com o seu namorado, lhe pergunte o que ele mais gosta em si, e/ou o que faz ou diz, e que o excita.

 

Se a leitora souber o que excita o seu namorado poderá fazer uso disso durante a atividade sexual. Procure ainda incluir alguma luminosidade, nos seus momentos íntimos, recorrendo a alguns jogos de luzes. Por exemplo, comece por colocar uma vela num canto do quarto e com o avançar do tempo e da sua confiança, aproxime a vela da mesa-de-cabeceira ou aumente o número de velas acesas. Se preferir poderá trocar as velas pela abertura da porta do quarto com a presença de uma luz exterior, ou abrir os estores aos poucos. O limite é a imaginação e respeito mútuo.

 

Mais que tudo o que possa ser dito é importante que seja honesta consigo própria e que aceite que o seu namorado está consigo porque gosta de si. Se as dificuldades persistirem pondere procurar ajuda de um terapeuta sexual. Se não conseguir relaxar quando está com o seu namorado, dificilmente conseguirá que o sexo seja tão satisfatório quanto deseja.

 

 Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221

  

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publicado às 16:45

Por que elas preferem as gostosas?

por FernandoMesquita, em 20.04.15

 

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Oi queria fazer uma pergunta e se puder responder postando na sua página. 

É o seguinte sempre fui magra e tenho uma amiga com um corpo estilo gostoso como dizem os homens. E queria saber porque os rapazes preferem ela em vez de mim.

Qual o motivo se a única diferença entre nós duas é o corpo, sendo que nossos gostos roupas até a gente é idêntica incluindo nos desejos sexuais. Isso sempre aconteceu comigo mesmo com as outras amigas citei essa pois é a que saia mais quando adolescentes. 

Hoje sou casada mas ainda somos amigas, só com a diferença que não saímos mais. E o meu marido me ama muito, eu percebo mas ele sempre olhou pra mulheres com corpaço o que não é meu biótipo, e um dia ele fantasiou na cama transação com essa amiga minha. 

Desde então minha estima caiu de vez, e queria entender porque o corpo é tão importante para os homens, e eu sempre me arrumei, bem vestida, cheirosa, gosto muito de dar e sentir prazer, mas depois do acontecido não consigo mais sentir nada, eu finjo ter orgasmo mas não consigo pois acho que ele pensa nela, só por causa do corpo. Pois ele da muitas provas que me ama mas o desejo dele se ele pudesse acho q ficaria com ela. 

Queria muito poder ter um corpo bonito com curvas, mas que culpa tenho eu de ser magra, e ainda só amiga dela pq também não tem culpa de ter um corpo mais atraente que o meu. mas isso me machuca muito. 

Aguardo um poste sobre isso.


  
A NOSSA RESPOSTA


Cara leitora

apesar de muitos homens se sentirem atraídos por um determinado padrão de beleza, e valorizarem determinadas características físicas, não podemos esquecer que somos todos diferentes e por isso também podemos gostar de coisas distintas. 

Embora a leitora tenha um fenótipo diferente da sua amiga existem alguns cuidados, que são valorizados pela generalidade dos homens, que pode ter. Por exemplo, quem não gosta de um bonito sorriso? Ou de um cabelo bem cuidado? A maioria dos homens abomina dentes e cabelos mal tratados ou desleixados. Tenha mais cuidado com a sua aparência. 

Mas, apesar de tudo aquilo que possa fazer, o importante é que a leitora goste de si mesma e que não se sinta “obrigada” a mudar apenas para agradar outra pessoa! Ninguém merece tal sacrifício! 

O mesmo se passa com o orgasmo! Ao fingir o orgasmo está a engar-se a si e a ele, pois dificilmente conseguirá ter uma vida sexual satisfatória. 

Além disso tenha em conta que, segundo diversos estudos, muitos homens sentem atração sexual por um determinado padrão de beleza feminino mas acabam por valorizar outras características (que não as físicas) para as companheiras nas relações duradouras. Quem sabe a leitora não se encaixa mais neste ultimo grupo de mulheres? 

Finalmente, tenha em conta que, por mais atração sexual que possa existir no casal, a excitação tem altos e baixos e não se dá sempre da mesma forma. Cerca de 95% das pessoas sexualmente ativas admite já ter fantasiado, pelo menos uma vez, com outra pessoa, enquanto estavam a fazer amor com os seus companheiros. Saber lidar e aceitar, essas fantasias sexuais, pode ser o melhor afrodisíaco para estimular e recuperar a intensidade do desejo.

 

 Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
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publicado às 17:19

Um dia ejaculei antes da hora ...

por FernandoMesquita, em 18.03.15

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Bom dia

 

namoro há 6 meses, preciso da ajuda de vocês, no começo nosso sexo era perfeito, ate que um dia eu ejaculei antes da hora ai comecei a me preocupar e ate hoje não paro de pensar se vou conseguir ou não.

 

É o dia inteiro pensando ai chega de noite e as vezes beleza dá tudo certo mas ai no outro dia de tanto me preocupar já não dá certo e é assim que eu estou...

 

Ás vezes não fica erecto ai tentamos depois que eu me acalmar e beleza ...

 

O que eu tenho por favor pode me ajudar?

 

  

A NOSSA RESPOSTA

Caro leitor

 

utiliza-se o termo de Ejaculação Prematura quando um homem ejacula mais rapidamente do que deseja ou quando a ejaculação está fora do seu controlo. Este é um dos problemas sexuais mais comuns entre os homens, mas também é um dos mais facilmente ultrapassáveis.

 

Geralmente esta dificuldade está associada a questões de ansiedade. Em alguns casos esta ansiedade estabelece-se através da prática de uma masturbação rápida ou uma educação sexual repressiva.

 

Noutros casos, os homens tornam-se ejaculadores prematuros porque ficam ansiosos ou inseguros pelo receio de serem criticados por não conseguirem dar prazer suficiente ao parceiro.

 

Existem, ainda, casos de ejaculação prematura quando um homem está zangado com a parceira, mas não tem capacidade para expressar de outra forma os seus sentimentos.

 

Embora estes casos não sejam os únicos que potenciam a ejaculação prematura, são os mais frequentes.

 

O tratamento pode envolver alguma medicação e uma intervenção psicoterapêutica especializada. Na maioria dos casos, os tratamentos são centrados na “re-aprendizagem” gradual do controlo de estímulos através de exercícios de masturbação e focos sensoriais. Por exemplo, quando estiver a masturbar-se e sentir que está quase a ejacular pare! Aguente alguns segundos (até diminuir a sensação de que está próximo a ejacular) e volte a masturbar-se. Repita este processo e ejacule após 3 paragens. Este exercício permitir-lhe-á tomar maior consciência da eminência ejaculatória e controlar melhor a sua ejaculação.

 

Este é apenas um dos vários exercícios que podem ser sugeridos por um sexólogo. Cada tratamento deve ser adaptado a cada caso. Devo ainda referir que, sempre que possível, o parceiro é incluído no processo terapêutico. Se sentir que estas dificuldades persistem pondere procurar ajuda.

 

 

Relativamente às dificuldades de ereção, que sente às vezes, podem estar associadas à ansiedade que tem por receio de não conseguir controlar a ejaculação o tempo suficiente. Portanto, muito provavelmente, se conseguir ultrapassar a ejaculação prematura esta dificuldade irá desaparecer.  

 

 Fernando Eduardo Mesquita

Psicólogo - Sexólogo Clínico
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publicado às 14:19

Não sinto nada no sexo ...

por FernandoMesquita, em 16.03.15

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Boa tarde

 

sou a Maria e tenho 20 anos tenho namorado há dois anos e praticamos a nossa vida sexual há mais de um ano.

 

 

Infelizmente nunca tive qualquer tipo de prazer sexual. Sinto vontade de fazer e de estar com ele mas nunca ate hoje aconteceu algo. As vezes sinto que tenho algum problema.. porque não é normal.

 

Na penetração inicialmente ainda sentia qualquer coisinha mas agora não sinto nada mesmo nada...sinto que a minha relação com ele está a cair aos poucos porque por vezes a vontade de estar com ele e lhe beijar não é a mesma sei que a culpa não é dele mas sim minha sou jovem e quero poder ter uma vida sexual normal.

 

Mas no entanto tenho me masturbado sozinha pois é a única forma de sentir algo mais ou menos bom.. quando faço com o meu namorado as vezes finjo gemidos mas ele sabe como me sinto em relação a tudo isto.

 

Quando existe sexo oral também sinto alguma coisinha boa mas de resto nada.

 

Peço por favor que me ajude a salvar esta relação e que também me ajude a sentir prazer pois já não sei o que fazer! Aguardo pela resposta continuação de uma boa tarde

 

  

A NOSSA RESPOSTA

Cara leitora

 

existem múltiplas razões para a ausência de orgasmo na mulher. Em primeiro lugar é importante saber como, e de que forma, gosta de ser estimulada.

 

Cada mulher tem uma forma própria para alcançar o orgasmo. Muitas não conseguem ter orgasmo porque nunca exploraram o seu próprio corpo, logo, também não sabem o que pedir ao parceiro para terem mais prazer.

 

O trabalho na percepção do corpo e a revisão de valores e crenças relacionadas à sexualidade tendem a ajudar neste tipo de dificuldades. Como ninguém nasce ensinado, deverá primeiro descobrir por si própria como ter mais prazer, por exemplo, através da auto-masturbação. Aprenda como gosta de ser tocada e que fantasias a ajudam a ter orgasmo, para depois comunicar ao parceiro.

 

Estar a fingir o orgasmo só irá criar um cenário ilusório e empobrecido da vossa sexualidade. Esse fingimento transmite uma falsa mensagem de que o que aconteceu foi suficiente para atingir o clímax sexual levando a que o seu parceiro pense que lhe proporciona prazer dessa forma e tenderá a repetir o mesmo padrão sexual.

 

O melhor caminho é dizer a verdade! Uma vez que a leitora consegue ter prazer, quando está sozinha, é sinal que sabe o tipo de estimulação que a excita mais, procure adotar esse tipo de toque aos momentos em que está com o seu namorado e, aos poucos, vá dizendo como ele pode fazer para que consiga ser ele a dar-lhe prazer!

 

Encare o orgasmo como uma conquista e não uma obrigação a ser alcançada a todo custo. O processo de aprendizagem visando a obtenção de orgasmo também pode ser bastante gratificante e prazeroso.

 

 

 Fernando Eduardo Mesquita

Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221

  

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publicado às 15:40

Não quero ser homossexual

por FernandoMesquita, em 13.03.15

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Boa noite. Tenho pesquisado sobre o meu problema na net desde à uns dias e encontrei o seu blog, talvez me pudesse esclarecer ou responder. Agradecia muito que me pudesse ajudar, pois tenho passado muito mal comigo mesmo ultimamente. 

 

Sou um rapaz, 18 anos. Quando era criança (7/8) numa brincadeira parva de criança tive experiências homossexuais, claro que nada de muito sério devido a minha idade na altura, com um colega meu, não sei ainda por que razão (certamente não foi por desejo sexual pois era ainda muito criança), talvez tenha sido só uma brincadeira ou um desafio estúpido que fazemos na inocência da infância. Andava num colégio só de rapazes, mal sabia o que era a homossexualidade, e tudo o que sabia de sexo tinha visto em filmes, televisão, nesses meios acessíveis a todas as idades. De qualquer forma cheguei em pouco tempo a conclusão que o que tinha feito era homossexual. Senti me arrependido e não me contive e tive de desabafar com os meus pais sobre o sucedido. Chorei muito nesse dia, de vergonha, de nojo, enfim, só sei que esse episódio certamente teve influencia na pessoa que sou hoje pela negativa. Os meus pais pareceram aceitar bem o que fiz, dizendo que estavam contentes até por saber que eu não tinha gostado de o fazer.

 

No entanto, com o passar dos anos sempre vivi bem com isso, ou melhor, sempre ignorei esse acontecimento. Nunca me considerei homossexual, e já tive 2 namoradas. Não sou propriamente muito dotado para arranjar raparigas, mas conheço muitos amigos que sofrem desse problema também.

 

O meu problema é que quando começei a ver pornografia na minha puberdade (14/15 anos talvez) eu sempre assiti a pornografia heterossexual, ou homossexual feminina. Mas com o passar do tempo acabei por ver algumas vezes pornografia bissexual ou mesmo com travestis (mas com aspecto feminino) e não senti repúdio ao ver. 

 

A minha angústia começou a uns dias quando me veio à cabeça que se calhar eu não sou heterossexual, devido a estes 2 assuntos que referi em cima. Isso para mim é um golpe muito duro, pode parecer parvo, mas é algo que me envergonha e muito. Sempre tive as típicas conversas de rapazes com os meus amigos a gozar com a homossexualidade. Hoje sinto me um hipócrita. O meu problema não é ter gozado com os homossexuais, o meu problema é eu gostar de ver pornografias relacionadas com a homossexualidade, ou mesmo ter experimentado em criança, apesar de não ter tido prazer nenhum em fazê-lo.

 

Esse problema de criança que lhe falei anteriormente já praticamente o esqueci. Li sobre o assunto e até vi que acontece a muita gente e que não implica que essas pessoas sejam homossexuais, apenas é uma inconsciência que uma criança faz. Porém gostaria de saber a sua opinião sobre isto. 

 

Em relação ao outro da pornografia. Concluo dizendo que eu ja vi praticamente toda a pornografia que há para ver, dentro dos limites do bom censo como é obvio, e é mais aqui que reside o meu problema. Mas o estranho é que em nenhum momento da minha vida me senti homossexual, nunca olhei para um homem da mesma forma que olho para uma rapariga. Nunca me senti atraído por um homem. Porém, quando estou mais excitado, fico praticamente receptivo a todo o tipo de pornografia. Mas dúvido que gostasse de experienciar um ato homossexual ou com um travesti. 

 

Finalizo dizendo que eu não quero ser homossexual de todo, quero ser 100% heterossexual, e não ser 100% heterossexual deixa-me envergonhado comigo mesmo. Já li acerca da escala de Kinsey e gostaria de estar incluido no nivel 0, mas por uma porcaria de uns vídeos acabo por provavelmente não estar. Não tenho dúvidas que a minha preferência são mulheres, e esta situação toda tem sido angustiante para a minha vida

 

Acha que devia marcar uma consulta? Ou acha apenas que o meu problema reside no facto de ser demasiado viciado em pornografia?

 

  

A NOSSA RESPOSTA

Caro leitor

 

tal como refere, de acordo com a escala de Kinsey, e ao contrário do que muitas pessoas pensam, existem muitas variantes na orientação sexual, não se limitando a uma visão dicotómica e redutora de que ou se é Heterossexual ou Homossexual. Além disso, muitas pessoas não se identificam com nenhum destes “rótulos”.

 

O que é diferente da maioria provoca espanto, sejam elas minorias raciais, sociais, religiosas ou de orientação sexual, porém isso não quer dizer que sejam mais ou menos “normais” que os demais. Pertencer a uma minoria significa ter que enfrentar esse preconceito que, apesar de descabido, ainda existe.

 

Felizmente, desde 1973, a homossexualidade deixou de ser considerada uma perturbação mental, pela generalidade das associações de médicos e profissionais de saúde.

 

Muitos rapazes e raparigas, durante a infância, e mesmo adolescência, sentem atracção sexual e chegam mesmo a ter experiências de cariz homossexual, mas não são gays nem lésbicas. Muitos adultos também sentem atracções ou têm experiências do tipo homossexual, sem que se considerem eles próprios gays ou lésbicas.

 

Considera-se que uma pessoa será exclusivamente homossexual se, perante possibilidade de escolha, apenas se sente atraída e teve comportamentos sexuais, afetivos e amorosos, com pessoas do mesmo sexo ou género. Independentemente de se encontrar, ou não no nível 0, da escala de Kinsey, o mais importante é que o leitor saiba respeitar o seu organismo e as suas vontades, sem se culpabilizar por isso. Só assim conseguirá conhecer-se realmente e escolher sua verdadeira sexualidade, quer seja homo, hetero ou outra coisa qualquer.

 

Pior que viver a homofobia exterior é ter de lidar com a homofobia internalizada, ou seja, aquela que vem de dentro da própria pessoa. O que acontece na sua intimidade só a si lhe diz respeito! Pondere procurar ajuda para o orientar a lidar e viver com a sua sexualidade de forma mais saudável. 

 

 

 Fernando Eduardo Mesquita

Psicólogo - Sexólogo Clínico
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publicado às 13:31

SOS MANIPULADORES

por FernandoMesquita, em 17.02.15

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publicado às 14:27

Simulo o prazer para os meus namorados

por FernandoMesquita, em 13.02.15

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“Olá, tenho 29 anos e até hoje nunca tive prazer sexual. Não sou realizada sexualmente, pois nunca tive prazer com a penetração e nunca cheguei ao orgasmo, iniciei a minha vida sexual com 15 anos e sempre me masturbei sozinha e continuo a fazê-lo, é a única forma de sentir algo de bom. Sinto-me triste e péssima como mulher. Não é culpa do meu namorado, pois antes dele, tive outros namorados e nunca aconteceu nada de bom também. Eu e o meu namorado fazemos sexo de varias maneiras, varias posições, brincamos de dominação e submissão, ou seja, sem tabus e não acontece nada para mim. Excito-me, sinto vontade e desejo sexual mas não me consigo realizar sexualmente.

 

Tenho passado estes anos todos a simular prazer para os meus namorados e para o atual. Ele pensa que para mim é tão bom como para ele. Eu sempre lhe disse que sentia muito prazer, pois tenho vergonha de dizer o contrario e agora passados tantos anos também já não consigo dizer-lhe pois ele agora não ia entender e nem ia perdoar eu ter mentido.

 

Por favor ajude-me , dê-me alguma esperança de poder sentir alguma coisa boa com a penetração...Eu só sinto prazer e consigo atingir o orgasmo com a minha própria mão e só no clítoris, pois se penetrar com o meu dedo ou consolo, também não sinto nada.

 

Obrigada desde já”

 

 

 

 

A NOSSA RESPOSTA

Cara leitora existem vários motivos que levam alguém a não querer dizer ao parceiro que não teve orgasmo. A falta de diálogo e intimidade para se dizer livremente “foi bom, mas não tive orgasmo” é uma delas. Querer agradar o parceiro ou medo de o perder, também são motivos frequentes para que muitas mulheres simulem o orgasmo. Nestas situações, o melhor caminho é dizer a verdade e não sentir que o orgasmo é uma obrigação, pois é possível ter muito prazer sem que este ocorra.

 

Ao simular o orgasmo está a criar um cenário ilusório e empobrecido na vossa sexualidade. Esse fingimento transmite uma falsa mensagem de que o que aconteceu foi suficiente para atingir o clímax sexual. Desta forma, o seu namorado fica erroneamente a pensar que lhe proporciona prazer e, assim, tenderá a repetir o mesmo padrão sexual.

 

Evite focar-se na obtenção de orgasmo como o objetivo dos vossos encontros sexuais. Quanto mais pressionada se sentir para ter orgasmo mais difícil será para si, que tal ocorra, pois vai estar essencialmente focada nesse aspeto descurando o momento de prazer e partilha com o seu namorado. Uma vez que a leitora consegue ter prazer, quando está sozinha, é sinal que sabe o tipo de estimulação que a excita mais, procure adotar esse tipo de toque aos momentos em que está com o seu namorado e, aos poucos, vá dizendo como ele pode fazer para que consiga ser ele a dar-lhe prazer!

 

Não se pressione a ter orgasmo apenas pela penetração. Tenha em conta que mais de 70% das mulheres só conseguem ter orgasmo através da estimulação direta do clítoris.

 

Não esqueça que independentemente da forma como tem prazer sexual “o órgão de prazer mais importante não é a vagina ou o clítoris, é o cérebro!”

 

 

 Fernando Eduardo Mesquita

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publicado às 14:59

Ele teve ereção à noite mas não me quis...

por FernandoMesquita, em 22.01.15

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Vivo com o meu namorado há cerca de 2 meses. Acontece que um dia destes durante a noite vi que ele estava com ereção. Procurei envolver-me com ele mas tive como resposta um “estou muito cansado” e pôs-se a dormir. Fiquei preocupada. Será que ele estava a sonhar com outra mulher?

 

Rita -  Setúbal

 

 

 

A NOSSA RESPOSTA

Cara leitora,

 

as ereções noturnas estão presentes na maioria dos homens.

 

Durante o sono podemos encontrar dois estágios, fisiologicamente distintos, que vão alternando ao longo da noite, em vários ciclos: o sono lento ou NREM e o sono paradoxal ou REM.

 

Durante o sono paradoxal existe uma importante atividade elétrica muscular, que é responsável pelas famosas ereções noturnas/matinais. Como o sono paradoxal dura, aproximadamente, vinte minutos por ciclo, e como existem cinco ciclos por noite, os homens têm cerca de cem minutos de ereção, todas as noite.

 

Estas ereções noturnas são uma forma do próprio organismo preservar os corpos cavernosos e os mecanismos da ereção. Portanto, este tipo de ereções não está associado, directamente, ao desejo sexual ou fantasias/sonhos sexuais. Nesta fase do sono existem, ainda, outras reações físicas, tais como uma aceleração do ritmo respiratório e cardíaco, movimentos oculares rápidos e irregulares por detrás das pálpebras cerradas, entre outras.

 

 

Como pode ver não existe motivo para ficar preocupada com esta situação.

 

 

 Fernando Eduardo Mesquita

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publicado às 15:13

Disfunção Erétil e uso de Esteroides

por FernandoMesquita, em 06.01.15

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“Tenho 30 anos e faço musculação. Depois de ter tomado esteróides durante algum tempo, comecei a ter dificuldade em ter erecção. Será que estou com algum problema de saúde?”

 

F.L. -  Leiria

 

 

 

A NOSSA RESPOSTA

Caro leitor

 

o uso inadequado de hormonas esteroides, para aumentar massa muscular, pode de facto prejudicar o desempenho sexual.

 

Ao ser injetada uma hormona artificial, que é produzida naturalmente pelo organismo, como é o caso da testosterona, um dos efeitos colaterais é a alteração no metabolismo dos testículos que deixam de funcionar adequadamente. Digamos que os testículos “ficam preguiçosos”, ou seja não precisam de funcionar, já que o organismo recebe testosterona por via externa.

 

Ao não funcionarem adequadamente os testículos acabam por atrofiar o que vai afetar todas as funções deste órgão, entre as quais a produção de testosterona (hormona reconhecida pela sua importância nas funções sexuais). Da mesma forma existe inibição da produção de espermatozóides, podendo levar à infertilidade (dificuldade reprodutiva devido à escassa produção de espermatozóides) ou esterilidade (ausência de capacidade reprodutiva), dependendo do uso destas drogas.

 

Além disso o uso de esteroides potencia o risco de neoplasia/cancro (principalmente da próstata).

 

 Fernando Eduardo Mesquita

Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221

  

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